quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Verdade Sobre o Diabo

A Verdade Sobre o Diabo

"Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo." (João 12:31)

Martinho Lutero estava certo quando escreveu as palavras do hino Castelo Forte é Nosso Deus: "Pois o nosso antigo inimigo procura nos infligir aflições e desgraças, armado com seu ódio cruel, sua força e poder são grandes, como nada na terra é igual".

Se você é um cristão, então deve ter consciência de que tem um inimigo. Ele quer lhe enganar. Ele quer lhe arrasar. Nunca devemos subestimar o diabo. Ele é um adversário astuto e hábil. Ele teve muitos anos de experiência em lidar com a humanidade. Eis porque há algumas coisas importantes que devemos lembrar sobre o diabo - coisas que ele não quer que saibamos.

Precisamos entender que Satanás não está nem perto de ser igual a Deus. Deus é onipotente, o que significa que Ele é todo-poderoso. Deus é onisciente, o que significa que Ele sabe todas as coisas. Deus é onipresente, o que significa que Ele está presente em toda parte.

Numa comparação direta, é preciso esclarecer que o diabo não tem nenhum destes atributos divinos. Embora ele seja muito poderoso, Satanás não é onipotente. Tampouco onisciente. Ele não pode saber tudo o que você está pensando. O conhecimento dele é limitado. Finalmente, ele não é onipresente. Enquanto Deus pode estar em todo lugar ao mesmo tempo, Satanás só pode estar em um lugar de cada vez.

E o mais importante de tudo isso que precisamos saber: o diabo foi derrotado na cruz. Lá, ele perdeu o seu domínio sobre a vida dos seres humanos. Como cristão, você foi libertado pelo poder de Jesus Cristo.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vida Transformada

1º Coríntios 6:11
A primeira estrofe de uma famosa música cristã começa: “Que mudança maravilhosa em minha vida aconteceu quando Jesus entrou no meu coração”.
Sem dúvida a maior prova do novo nascimento é uma vida mudada. O filho de Deus agora, de repente, ama o seguinte:
a) – Ele ama Jesus. Antes da conversão um pecador poderia ter Cristo em alta estima, mas após sua conversão ele ama o Salvador (1º João 5:1-2).
b) – Ele ama a Bíblia. Devemos amar a Palavra de Deus como o salmista fez no Salmo 119. Ele expressa seu grande amor pela Palavra de Deus nada menos do que 17 vezes! Veja os versículos 24,40,47,48,72,97,103,111,113,127,129,140,143,159,162,165,168.
c) – Ele ama outros cristãos. “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos...” (1º João 3:14).
d) – Ele ama os inimigos. Veja Mateus 5:43-45.
e) – Ele ama a alma de todas as pessoas. Como Paulo, ele também pode clamar pela conversão dos seus amados. “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos” (Rm. 10:1). Veja também 2º Co. 5:14.
f) – Ele ama a vida pura. João diz que, se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (1º João 2:15-17). Veja também 1º João 5:4.
g) – Ele ama falar com Deus. “Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais” (Ef. 5:19).

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quem tem promessa não morre?

Quem tem promessa não morre?

Quem tem promessa não morre?

Todos os homens são falhos e nenhuma promessa de Deus esteve ou estará vinculada a fidelidade do homem. Abraão, um exemplo de fé, mesmo após receber o testemunho de que creu em Deus, cometeu várias falhas. Na tentativa de auxiliar Deus a cumprir a sua promessa apresentou o seu servo damasceno Eliéser ( Gn 15:3 -4), o seu filho Ismael ( Gn 17:18 ) e riu-se da promessa ( Gn 17:17 ).
 "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa..." ( Hb 11:39 ).
"Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor" ( 1Pe 1:24 )
Tem razão o poeta em dizer que quem tem promessa não morre?
A mesma ideia que invalida a morte por um período de tempo para aqueles que têm promessa, sem assim fosse também invalidaria a volta de Cristo por igual período. Se fosse desta maneira, muitos que esperam o cumprimento de alguma ‘promessa’ teriam a certeza de que não seriam surpreendidos pela volta de Cristo por um determinado período de tempo ( 1Ts 5:1 ).
A Bíblia contraria o argumento do poeta, uma vez que quem tem promessa de Deus também morre!
Ela demonstra que Abraão, Isaque e Jacó tinham uma promessa de Deus, porém, morreram sem alcançá-las: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra" ( Hb 11:13 ). O texto destaca que o mais importante não é 'receber' a promessa, antes permanecer na fé. Enquanto sobre a terra, permaneceram confessando que eram estrangeiros e peregrinos, de modo que viam-na de longe e, por crer abraçavam-nas.
Por que morreram sem alcançar a promessa? Porque Deus não invalida a palavra que diz: toda carne é como a erva, ou seja, não há homem neste mundo que não esteja sujeito a morte física.
O escritor aos Hebreus também demonstra que muitos tiveram uma vida vitoriosa. Ex: Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e alguns profetas são exemplos de fé, pois venceram as adversidades confiados em Deus e alcançaram livramento conforme as promessas de Deus ainda em vida ( Hb 11:32 -34).
Do mesmo modo, ou seja, pela fé, muitos outros experimentaram a morte, a tortura, o escárnio, os açoites, as prisões, o apedrejamento, foram serrados, mortos à espada, outros eram necessitados, aflitos, maltratados, etc., o que demonstra que, muitos, embora crendo, não alcançaram livramento das agruras deste mundo.
Dentre estes servos de Deus, muitos recusaram o livramento de Deus, segundo a sua promessa, visando alcançar superior ressurreição ( Hb 11:35 b-38).
O escritor aos hebreus apresenta aos seus leitores um contraste, pois pela fé muitos venceram reinos, fecharam a boca dos leões, apagaram o poder do fogo, e outros pela mesma fé somente receberam forças para suportar toda sorte de reveses na vida. Isto demonstra que Deus faz-se presente na vida de seus servos em todas as situações e circunstâncias.
O amor e a graça de Deus são concedidos por intermédio do evangelho de igual modo para todos os que creem, porém, o livramento de Deus diante das agruras desta vida não alcança a todos. Embora muitos tenham recebido bom testemunho pela fé, não foram vitoriosos segundo a concepção humana.
A concepção de alguém vitorioso hoje é a de uma pessoa bem sucedida financeiramente, empreendedor, cheio de bens materiais, mas, não é assim a vitória que o crente conquistou em Cristo, visto que, muitos pela fé viveram maltratados, aflitos e necessitados. Isto demonstra que a promessa de Deus vai além de questões vinculadas a livramentos com relação às agruras deste mundo "Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos" ( 2Co 1:8 ).
Quem tem promessa de Deus morre, pois para Deus vivem todos! ( Lc 20:38 ). A morte física não é empecilho para cumprimento de suas promessas e Abraão verá o cumprimento cabal das promessas de Deus. Do modo que se expressou o poeta entende-se que a morte põe termo às promessas de Deus, e NÃO é assim, pois Deus não é Deus de mortos.
Quem foi mais vitorioso: o evangelista João, que morreu velho e de morte natural ( Jo 21:22 ), ou Estevão, que foi apedrejado no início do seu ministério? ( At 7:55 -58). Quem teve maior fé, Moisés que rejeitou ser chamado filho da filha de Faraó ou Tiago, irmão de João, que foi morto ao fio da espada? ( At 12:2 ).
Pela fé ‘todos’ os personagens bíblicos citados anteriormente pelo escritor da carta aos Hebreus morreram sem alcançar as promessas "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa..." ( Hb 11:39 ).
Há acepção de pessoas em Deus? Ele é injusto por dar livramento para alguns e outros não? A promessa de Deus não é para todos os homens?
A ideia de que quem tem promessa não morre surge de uma falta de compreensão sobre o que é a promessa de Deus e como alcançá-la. Para uma melhor compreensão é preciso entender estes dois versos: “Portanto não lanceis fora a vossa confiança, que tem uma grande recompensa. Necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” ( Hb 10:35 -26).
‘Não lançar fora a confiança’ é o mesmo que ‘perseverar na fé’. Qual fé? Ora, a mesma fé que uma vez foi dada aos santos: a verdade do evangelho ( Jd 1:3 ). É necessário a todos que creem na mensagem do evangelho perseverar, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão: a perseverança ( Tg 1:4 ).
A fé sem perseverança é morta, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão!
Só alcança a promessa de Deus aqueles que fazem a sua vontade! Qual é a vontade de Deus que o homem deve fazer (executar)? Sacrifícios, rezas, imprecações, orações, jejuns, etc.? Não! A vontade de Deus é esta: ‘Que creiais naquele que Ele enviou’ ( Jo 3:23 ).
Ora, somente alcança a promessa de Deus aqueles que creem no nome do seu Filho Jesus Cristo. É pela fé que se alcança a promessa de Deus. Ou seja, ‘fazer a vontade de Deus’ é o mesmo que ‘crer em seu Filho’. Através da crença (fé) o homem torna-se participante de uma promessa, e só é possível alcançá-la perseverando na fé.
Há uma grande diferença entre a promessa de um homem e a promessa de Deus. Enquanto o homem é falho, Deus é todo poder para cumprir com a sua palavra. Ora, desta forma temos que a promessa de Deus vincula-se a sua palavra. A promessa de Deus é firme, pois ele não pode mentir, jurou pela sua palavra e o seu eterno poder constitui-se em garantia para aqueles que nele esperam.
A bíblia apresenta aos homens uma promessa de Deus que é antes dos tempos eternos "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos" ( Tt 1:2 ).
Paulo demonstrou que a promessa de Deus é atemporal, visto que foi feita antes dos tempos que se medem de séculos em séculos, ou seja, na eternidade. No A. T. as promessas de Deus apontavam para o Messias, a esperança de vida eterna para a humanidade que jazia em trevas. Ele também demonstrou que todas as promessas de Deus cumprem-se em Cristo "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" ( 2Co 1:20 ).
Observe que todas quantas promessas que Deus fez cumpre-se em Cristo para a sua própria glória. Como é isto?
Ora, quando lemos acerca de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, vemos que eles foram vencedores em inúmeras batalhas. Mas, qual o propósito de Deus em conceder-lhes vitória? Eles eram melhores que os demais homens? Tiveram uma fé superior? Não! Antes, as vitórias que conquistaram tinham como foco principal preservar a linhagem de Cristo.
Se considerarmos que Deus escolhe dentre os homens alguns para satisfazer os seus caprichos pessoais é porque nos esquecemos do propósito eterno de Deus, que é o de ‘convergir em Cristo todas às coisas’ ( Ef 1:10 ).
Ora, todas as promessas do Antigo Testamento visavam preservar a linhagem do Messias. Embora muitos não tenham visto o cumprimento desta promessa, morreram na fé. Estes que morreram na fé, em alguns momentos de sua vida terrena foram agraciados com livramentos pontuais, outros, porém, mesmo na fé, não tiveram igual livramento.
Portanto os cristãos não devem embaraçar-se com negócios desta vida, pois o que importa é a fé que opera pelo amor de Deus revelado em Cristo, pois em Cristo todas as promessas cumprem-se.
Observe o que disse o apóstolo João: "E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna" ( 1Jo 2:25 ). A promessa de Deus é específica: a vida eterna. Agregado a promessa de vida eterna àqueles que permanecem em Cristo, temos a promessa da presença de Cristo em todos os dias "Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" ( Mt 28:20 ).
A ordem para ensinar a guardar as coisas que Cristo mandou tem como foco a promessa de vida eterna. A promessa para guardar os mandamentos de Cristo promove a vida eterna, bem como nunca será abandonado àqueles que nele confiam.
Cristo prometeu estar com os seus todos os dias até a consumação dos séculos e está é uma promessa válida a todos os cristãos, e mesmo assim Estevão morreu apedrejado. Ele estava só? Não!
Isto demonstra que a preocupação dos cristãos não deve se fixar em problemas, promessas pontuais ou com a morte, visto que: "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor" ( Rm 14:8 ).
É de conhecimento que a promessa que Deus fez é a promessa de vida eterna. Ora, tal promessa é para que amemos a sua vinda e não estejamos embaraçados com as coisas desta vida "Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" ( 2Tm 2:4 ).
Paulo recomenda que aqueles que usam deste mundo, que vivam como se dele não abusassem “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa” ( 1Co 7:31 ).
Agora chegamos à questão principal: Sobre qual tipo de promessa escreveu o poeta? De onde surgiu à concepção de que não morre quem tem promessa? De onde pode surgir uma nova promessa?
Se for por meio de profecias temos uma ressalva do apóstolo Paulo que diz: "Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação" ( 1Co 14:3 ). A finalidade da profecia hoje não é estabelecer novas promessas, e sim exortação, consolação e edificação, pois já temos a promessa: a vida eterna!
Não é da vontade de Deus que o cristão se fixe nas coisas desta vida, e as suas promessas não dizem de coisas passageiras, tais como: bens materiais, relacionamentos humanos, viagens, ministérios, dons, etc., antes é preciso viver hoje como se Cristo voltasse agora.
Há um grande misticismo no mundo! Os homens vivem em procura de prognósticos, adivinhações, oráculos, promessas, etc. Deus não contraria a sua palavra, concedendo uma promessa pontual para o amanhã, uma vez que o dia de amanhã não nos pertence "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" ( Mt 6:34 ); "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece" ( Tg 4:14 ).
Deus não invalida a sua palavra através de uma promessa pontual. Como conciliar uma promessa tendo em vista questões deste mundo com o que diz a sua palavra: o homem viverá do suor do seu rosto ( Gn 3:19 ); tudo sucede igualmente a todos os homens ( Ec 9:2 ); o tempo e a sorte ocorrem a todos e o homem não sabe a sua hora ( Ec 9:11 -12); o homem não tem como descobrir o que há de ser ( Ec 7:14 ).
Alguém pode citar Simeão. Dele temos que era homem temente a Deus e que esperava a consolação de Israel ( Lc 2:25 ). Ora, foi lhe revelado pelo Espírito, que antes de morrer haveria de ver a Salvação de Israel. Temos uma revelação, da mesma forma que teve José e Maria.
Tal revelação de Deus a Simeão serviu de sinal e testemunho aos pais do menino Jesus e àqueles que estavam no templo ( Lc 2:33 ). De igual modo serviu de sinal ao povo o anunciado pela profetiza Ana. Ora, o anunciado pela profetiza Ana e a revelação que teve Simeão foram a respeito do Cristo, e não de questões particulares.
Perceba que a revelação de Simeão serviu de sinal e testemunho ao povo de que o menino é a consolação de Israel ( Lc 2:34 -35), porém, ele morreu e não viu o seu povo consolado, pois a promessa ainda se dará no futuro.
A única profecia acerca da preservação de uma vida foi feita ao rei Ezequias: "Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos" ( Is 38:5 ), mas tal promessa era factível à época, pois não havia a promessa da iminente volta de Jesus.
O que muitos cristãos pensam em nossos dias também subiu ao coração de Ezequias: “Pois pensava: Haverá paz e segurança em meus dias” ( Is 39:8 ).
Não há promessas condicionais, visto que todas as promessas de Deus têm em Cristo o cumprimento (o sim) "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" ( 2Co 1:20 ).
Quando se estabelece alguma condição para receber algo, já não é promessa, e sim uma recompensa. Não há promessas condicionais, pois se assim fosse estabeleceria uma dívida entre o Criador e a criatura ( Rm 4:4 ).
Todos os homens são falhos e nenhuma promessa de Deus esteve ou estará vinculada a fidelidade do homem. Abraão, um exemplo de fé, mesmo após receber o testemunho de que creu em Deus, cometeu várias falhas. Na tentativa de auxiliar Deus a cumprir a sua promessa apresentou o seu servo damasceno Eliéser ( Gn 15:3 -4), o seu filho Ismael ( Gn 17:18 ) e riu-se da promessa ( Gn 17:17 ).
Os cristãos são fiéis por estarem em Cristo, ou seja, ninguém é fiel a Cristo, antes, por estar em Cristo, na condição de nova criatura, é fiel EM Cristo ( Ef 1:1 ). Por andar na presença de Deus Abraão foi declarado perfeito (justificado) ( Gn 17:1 ). Como andar como Abraão? Por fé!
As promessas de Deus são incondicionais para que o homem possa descansar nele, pois é Ele quem trabalha para os que nele esperam (crêem) ( Is 64:4 ).
Algumas pessoas consideram o capítulo 28 de Deuteronômio como promessas condicionais, porém, é uma expressão da lei. Por que expressão da lei? Porque só é possível servir a Deus (ou obedecê-lo, ou cumprir os seus mandamentos) por meio da fé. Se fosse possível aos ouvintes da lei cumpri-la, não haveria necessidade da vinda do Messias, pois o mandamento de Deus só é possível cumprir por intermédio de Cristo.
As promessas de Deus são todas sustentadas pela sua fidelidade e Ele não fica a mercê das realizações pessoais de homem algum ( Hb 6:13 ; Am 6:8 ).
É factível que a promessa da vinda de Cristo seja protelada pela ‘promessa’ particular de que Deus dará um filho a alguém? A ‘promessa’ de uma vida farta neste mundo, ou como dizem, ‘Deus virará o seu cativeiro’, mudará os tempos que Deus estabeleceu por seu próprio poder?
O que Jesus realmente prometeu? “E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna” ( Mc 10:29 -30).
Enquanto Jesus disse que no mundo os seus seguidores teriam aflições, muitos cristãos se valem de pretensas promessas para reclamar de Deus como fez Baruque “Ai de mim! Acrescentou o Senhor tristeza à minha dor; estou cansado do meu gemido, e não acho descanso” ( Jr 45:3 ).
Porque fizeram algo, como fez Baruque ao ser escriba de Jeremias, pensam que Deus lhes deve alguma coisa. O descanso que procuram é concernente a esta vida, e desprezam o verdadeiro descanso do Senhor!
Para estes diz o Senhor: “Procuras grandezas? Não as busques. Pois eu trarei mal sobre toda a humanidade, diz o Senhor, mas a ti darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores” ( Jr 45:5 ).

Por que Jesus proibia que as pessoas divulgassem os milagres?

Por que Jesus proibia que as pessoas divulgassem os milagres?

Por que Jesus proibia que as pessoas divulgassem os milagres?Destaque

O que salva o homem é o poder de Deus, o testemunho que Deus deu acerca do seu Filho! O testemunho dos homens não é perfeito porque conhecem em parte ( 1Co 13:12 ), e isto verificamos em João Batista "E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" ( Lc 7:19 ).  

Questões não respondidas
Após curar muitos doentes, Jesus expulsos muitos demônios e não permitiu que os demônios dissessem quem Ele era:“E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassemporque sabiam quem ele era” ( Mc 1:34 ).
Quando curou um leproso, Jesus também advertiu para que não relatasse o ocorrido a ninguém: “E, advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém...” ( Mc 1:43 -44 ).
O homem surdo e gago de Decápolis foi proibido de divulgar que fora curado “E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lhos proibia, tanto mais o divulgavam” ( Mc 7:36 ). O mesmo ocorreu com o cego de Betsaida: “E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém na aldeia” ( Mc 8:26 ).
Após a transfiguração no monte santo, Jesus proibiu os seus discípulos de relatar aquele evento "E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos" ( Mt 17:9 ).
Por que Jesus proibia que as pessoas falassem dos eventos miraculosos operados por Ele?
Esta era uma questão que intrigava até mesmo os irmãos de Jesus, pois não era sempre que Jesus realizava milagres à vista de todos “Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele” ( Jo 7:3 -5).
Jairo, um dos principais da sinagoga, certa feita procurou Jesus porque a sua filha estava moribunda ( Mc 5:23 ). Enquanto seguia com Jairo até onde estava a menina, chegou a noticia de que ela havia morrido ( Mc 5:35 ). Jesus não permitiu que alguém daquela multidão o seguisse, exceto seus discípulos “E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago” ( Mc 5:37 ).
Na casa de Jairo, diante do alvoroço e do pranto daquelas pessoas que ali estavam, Jesus disse: - “Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme” ( Mc 5:39 ). Diante da assertiva de Cristo, os que ali estavam zombaram d’Ele. Jesus concitou os zombadores a se retirarem da casa de Jairo e, adentrou juntamente com os pais da menina no recinto onde ela estava posta. Após ressuscitar a menina, Jesus proibiu os pais de anunciarem o ocorrido: “E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer” ( Mc 5:43 ).
É de se questionar por que Jesus não queria que as pessoas relatassem que foram curadas, principalmente porque se entende que as pessoas, ao relatarem os milagres, estariam expandindo o evangelho. A divulgação dos milagres não era uma forma de expansão do reino?
O objetivo de Jesus não era a expansão do evangelho? Certamente: "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" ( 1Tm 2:4 ); “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” ( 2Pe 3:9 ).
Alguém pode concluir, com base na passagem do leproso, que o fato daquele homem relatar o milagre atrapalhou os planos de Jesus permanecer naquela cidade devido à multidão que O procurava. Entretanto, este não é o motivo de Jesus ter proibir que o ‘ex’-leproso contasse o seu milagre “Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele” ( Mc 1:45 ).

Calem-se os demônios
“E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam” ( Mc 1:34 ).
Nesta mesma linha, Jesus proibia que os demônios falassem quem Ele era.
Certa feita, na cidade de Gadara, um endemoninhado correu e adorou Jesus. Jesus ordenou que o espírito imundo saísse, ao que foi replicado em alta voz: - “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes” ( Mc 5:7 ; Mt 8:29 ).
Quando Jesus expulsos muitos demônios na cidade de Simão Pedro, não permitiu que eles dissessem quem Ele era:“Também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era” ( Mc 1:34 ).
Por que a proibição? Jesus proibiu que os demônios dissessem quem Ele para que o seu ministério não se apoie no testemunho de demônios. Se Jesus nem mesmo aceitava testemunho de homens, como poderia aceitar testemunho de demônios? "Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis" ( Jo 5:34 ).
Que contradição seria Cristo, a verdade, apoiar o seu ministério no testemunho de quem é mentiroso desde o princípio e nunca se firmou na verdade! "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" ( Jo 8:44 ).
O evangelista Marcos demonstra que os espíritos imundos, ao verem Jesus, se prostravam diante dele e O adoravam, e diziam: - “Tu és o Filho de Deus”.  Diante da incredulidade do povo e dos religiosos, Jesus poderia lançar mão da fala destes espíritos para convencer os seus ouvintes acerca da sua filiação? Não! "E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus. E ele os ameaçava muito, para que não o manifestassem" ( Mc 3:11 -12).
Jesus jamais poderia aceitar o testemunho de demônios, pois, ao Pai Celestial competia revelar seu Filho aos homens. Quando o apóstolo Pedro confessou que Cristo era o Filho do Deus vivo ( Mt 16:16 ), Jesus disse: - "Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus" ( Mt 16:17 ).
Se carne e sangue não revela que Jesus era o Filho do Deus vivo, que se dirá os demônios! Crer no testemunho dos demônios não é bem-aventurança, é maldição! Seria leviano da parte de Cristo Jesus aceitar o testemunho dos demônios e em seguida dizer: - “Não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” ( Jo 8:44 ); "Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor" ( Gl 2:18 ). 
É competência do Pai revelar o Filho, por isso Jesus proibiu que os demônios dissessem aos homens quem Ele era "Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é" ( Dt 32:4 ); "Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade" ( Sl 31:5 ). 
Este foi o posicionamento do apóstolo Paulo quando uma advinha passou a divulgar que os apóstolos estavam anunciando o evangelho: "Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu" ( At 16:17 -18).
Quando inteirado desta verdade, o crente deve observar bem quem são os apóstolos, missionários, pregadores, sacerdotes, bispos, pastores, mestres, etc., que louvam a si mesmos e os seus ministérios tendo por base declarações que os demônios apresentam em suas reuniões ao serem ‘entrevistados’ "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento" ( 2Co 10:12 ).
Após os demônios serem expulsos, as pessoas ficaram admiradas, e se questionavam: - “Que é isso?” Em primeiro lugar não compreendiam o que viram; - “Que nova doutrina é esta?” Em segundo lugar não compreenderam e nem se focaram na mensagem de Jesus, antes se focaram em indagar acerca dos demônios se sujeitarem a Cristo “E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” ( Mc 1:27 ).

Glória de homens
"Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis" ( Jo 5:34 )

Por que Jesus proibia que as pessoas divulgassem que foram curadas? Porque não era salutar Cristo apoiar o seu ministério em testemunho de eventos miraculosos! 
Enquanto a revelação de Deus faz o homem chegar à conclusão de que Cristo é o Filho do Deus vivo, eventos miraculosos não são eficazes para fazer com que as pessoas cheguem à conclusão de Pedro: -"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" ( Mt 16:16 ). 
O testemunho de um homem curado da cegueira ficou aquém das Escrituras, o que demonstra que testemunho de milagres não tem a mesma autoridade que a revelação divina "Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta" ( Jo 9:17 ); "E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas" ( Mt 16:13 -14); "Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo" ( Jo 6:14 ). 
O testemunho que as Escrituras dá acerca de Cristo é que Ele é o Filho do Deus vivo, portanto, o filho de Davi “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( 2Sm 7:12 -14; Rm 1:3 -4). 
O testemunho das Escrituras produz naquele que crê a seguinte confissão: "Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" ( Jo 11:27 ); "E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" ( Mt 16:16 ); “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” ( At 8:37 ). 
Ao etíope, funcionário de Candace, rainha dos etíopes, Felipe expôs Cristo segundo as Escrituras. Filipe começou expondo quem era Jesus através de uma passagem do livro do Isaías ( Is 53:7 -8), e a conclusão do eunuco foi: - "Creio que Jesus é o Filho de Deus".
Cristo deve ser aceito pelo testemunho que Deus deu acerca do seu Filho, testemunho este estampado nas Escrituras. Jesus exige que os homens creiam n’Ele pela palavra de Deus, e não por testemunho de homens relatando sinais miraculosos “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim ( Jo 17:20 ). 
É por intermédio da palavra de Deus que devemos crer em Cristo! Deus deu testemunho do seu Filho nas Escrituras para que, por intermédio dela, os homens pudessem crer em Cristo “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer” ( Jo 5:37 ); "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" ( Jo 5:39 ). 
Jesus mesmo declarou que se testificasse dele mesmo o seu testemunho não seria verdadeiro ( Jo 5:31 ). Embora João Batista tivesse testificado de Cristo, e Cristo confirmou que o testemunho de João Batista era verdadeiro, Jesus não se escudou no testemunho de João Batista ( Jo 5:34 ). 
O que salva o homem é o testemunho que Deus deu acerca do seu Filho! O testemunho dos homens não é perfeito porque conhecem em parte ( 1Co 13:12 ), e isto verificamos em João Batista "E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" ( Lc 7:19 ). 
Lembremo-nos do testemunho de João Batista: “E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado queeste é o Filho de Deus ( Jo 1:32 -34). 
Jesus se escudava em um testemunho maior do que o testemunho de João: o testemunho das Escrituras e a obra que realizava ( Jo 5:36 ). O único testemunho firme e verdadeiro era o das Escrituras, ou seja, o testemunho de Deus por intermédio dos profetas “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” ( Jo 5:46 -47). 
Crer em Cristo é crer em Deus, pois quem não crê em Cristo não crê nas Escrituras “E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou” ( Jo 12:44 -45). É por meio de Cristo que o homem crê em Deus: "E é por Cristo que temos tal confiança em Deus" ( 2Co 3:4 ). 
Jesus não aceitava glória de homem, assim como seria inútil Ele glorificar a si mesmo. Jesus não buscava a sua própria glória, antes buscava a glória do Pai “Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus” ( Jo 8:54 ; Jo 7:18 ). O testemunho que Jesus deu acerca de si mesmo era verdadeiro, pois o Pai testificou de Cristo ( Jo 8:50 ; Jo 8:18 ). 
Quando compreendemos que a obra de Deus é que os homens creiam em Cristo ( Jo 6:29 ), compreendemos as palavras de Cristo e as suas obras eram provenientes de Deus "Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" ( Jo 14:10 ; Jo 10:25 ; Jo 5:36 ). 
Cristo é o cumprimento das Escrituras, o ‘Eu Sou’ que manifestou Deus ao mundo ( Jo 17:5 ; Jo 1:18 ). Jesus veio e anunciou aos homens o testemunho irrevogável de Deus e aqueles que não aceitaram permaneceram no pecado ( Jo 15:22 -24; Jo 8:24 ; Jo 10:35 ). Só através do testemunho das Escrituras é possível ao homem vir a Cristo, ou seja, aprendendo de Deus ( Jo 6:45 ). 
Muito tempo depois de Jesus ter proibido que Pedro, Tiago e João relatasse o evento da transfiguração no monte santo, o apóstolo Pedro fez um breve relato do evento em sua segunda carta: 
“Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” ( 2Pe 1:17 -19). 
O apóstolo Pedro narra o mesmo evento registrado pelos evangelistas destacando que Deus honrou e glorificou o seu Filho quando disse: - “Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” ( 2Pe 1:17 ; Lc 9:35 ; Mt 17:5 ). 
Apesar de ter visto o Cristo transfigurado, Moisés e Elias, o apóstolo Pedro reputou mais firme a palavra dos profetas, recomendando aos cristãos que atentassem para as Escrituras. O apóstolo Pedro bem podia firmar qualquer argumentação acerca de Cristo segundo impressões pessoais durante o tempo que era discípulo. No entanto, após relatar um evento sensorial no qual viu o Cristo transfigurado e ouviu uma voz magnifica dos céus, reiterou que a atenção do crente deve estar firme nas Escrituras. 
O evangelista João apontou o objetivo de ter selecionado e relatado alguns milagres operados por Cristo: que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. O objetivo de João não era que os leitores do seu evangelho cressem em milagres, ou que cressem na existência de Deus, ou que cressem em anjos, etc. O evangelista João teve o cuidado de selecionar os milagres que apresentassem Jesus como o Cristo previsto nas Escrituras “Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” ( Jo 20:30 -31).
Os sinais seguem os que creem em Cristo, porém, o tema da mensagem do crente é a cruz de Cristo ( 1Co 1:23 ). As pessoas precisam saber quem é Jesus Cristo, mas precisam saber conforme o conhecimento revelado nas Escrituras"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" ( Jo 7:38 ).
O crente deve resignar-se a seguir os passos de Cristo, que disse: "E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito" ( Jo 12:50 ).

Salmo 95 - Convite para adorar a Cristo

Salmo 95 - Convite para adorar a Cristo

Salmo 95 - Convite para adorar a Cristo

A rocha da nossa salvação é o Senhor Jesus, a pedra angular de esquina que os lideres de Israel (edificadores) rejeitaram ( Sl 118:22 ). Os salmos e os profetas anunciaram que o Messias é a pedra preciosa de esquina bem firme e fundada, e que é necessário aos homens crer n’Ele "Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse" ( Is 28:16 ); “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” ( Mt 7:24 ; 1Co 10:4 ).
1 VINDE, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação. 2 Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos. 3 Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses. 4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. 5 Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. 6 Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou. 7 Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, 8 Não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto; 9 Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra. 10 Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos. 11 A quem jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso. ( Sl 95:1 -11)

O apóstolo Pedro em sua primeira carta aos cristãos da dispersão deixou registrado que os profetas inquiriam e trataram diligentemente sobre a salvação que profetizavam e em que tempo a salvação se daria. Embora os profetas de Deus não soubessem os tempos em que a salvação de Deus havia de se manifestar, foi-lhes revelado que não profetizavam para eles mesmos ( 1Pe 1:10 -12).
Considerando que os salmos são profecias acerca do Cristo, o Filho de Davi ( 1Cr 25:1 -3; At 2:30 ), é fácil admitir que com o salmo 95 não seria diferente, pois o salmista profetizou acerca da salvação em Cristo.

1 VINDE, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação. 2 Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos.
O salmista Davi faz um convite: ‘Vinde, cantemos ao Senhor!’. O convite é para cantar com alegria à rocha que é salvação. O convite do salmista vai além da ideia de cânticos litúrgicos. Para cantar, jubilar é necessário reconhecer, crer e confessar que o Senhor é a rocha da salvação (v. 1; Hb 4:7 ).
É um convite solene aos remidos para se apresentarem à rocha da salvação com louvores, celebrando com salmos. Por que os louvores devem ser celebrados com salmos? Porque os salmos são profecias, ou seja, testemunho de Deus acerca de Si mesmo.
Ao utilizar o pronome possessivo ‘nossa’ na segunda parte da convocação, o salmista demonstra que esta celebração compete apenas aos remidos do Senhor. Os remidos do Senhor celebram ao Senhor um cântico novo, ou seja, professam a Rocha da salvação; confessam a Cristo como Senhor; santificam a Cristo como Senhor em seus corações.
Quando o homem reconhece que a rocha da salvação é o Senhor, conforme descrito nos salmos, creu no Senhor conforme o testemunho que Deus deu de Si mesmo, ou seja, creu como diz as Escrituras "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" ( Jo 5:39 ); "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" ( Jo 7:38 ).
Quem é a rocha da nossa salvação?
A rocha da nossa salvação é o Senhor Jesus, a pedra angular de esquina que os lideres de Israel (edificadores) rejeitaram ( Sl 118:22 ). Os salmos e os profetas anunciaram que o Messias é a pedra preciosa de esquina bem firme e fundada, e que é necessário aos homens crer n’Ele "Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse" ( Is 28:16 );“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” ( Mt 7:24 ; 1Co 10:4 ).
Quando o homem reconhece que Cristo é o Senhor, a rocha da nossa salvação, a sua confissão constitui-se o perfeito louvor, um cântico novo. Quando se ouve da boca do homem a confissão: “Jesus é o Cristo, o Filho de Davi”, ouve-se um cântico de salvação “Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” ( 1Pe 2:3 -4); “Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se” ( Mt 21:15 ).
O convite do salmista para jubilar à rocha da salvação é uma clara alusão à igreja, pois a igreja de Cristo é edificada sobre a rocha salvadora. A igreja de Cristo é constituída de homens que creram em Cristo - a Rocha da salvação ( Mt 16:18 ). Quem crê em Cristo não é confundido ( 1Pe 2:6 ).

3 Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses. 4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. 5 Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.
Nesta fala o salmista continua a descrever a rocha da salvação, ninguém menos que o Senhor, Deus grande e rei grande sobre todos os deuses. Cristo é esse Deus Grande, o motivo do cântico dos que creem. Nas mãos de Cristo estão todas as coisas, desde as profundezas do mar até as alturas dos montes. Tudo pertence a Cristo, o Senhor e Deus grande.
É Cristo quem criou todas as coisas e tudo existe por intermédio d’Ele "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles" ( Hb 2:10 ).
O menino que nasceu segundo a palavra do profeta Isaías não aparentava ter o principado sobre os seus ombros, porém, Ele trouxe poderosa salvação aos homens que creem que Ele é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz! ( Is 9:6 ).
Estando no mundo Jesus honrou o Pai dizendo: ‘Tu és o meu Pai e meu Deus’, e, por sua vez, o Pai o tornou mais elevado do que os reis da terra "Ele me chamará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra" ( Sl 89:27 ).
Todos que horam o Filho assim como honram o Pai, de fato honram a Deus. Os homens só horam a Deus quando adoram o Filho, santificando-o em seus corações "Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou" ( Jo 5:23 ; 1Pe 3:15 ; Is 8:13 ). 
A igreja de Cristo é honrada pelo Pai porque creu naquele que Deus enviou ( Jo 5:24 ), e herdará com Cristo todas as coisas ( Ap 21:7 ; Rm 8:17 ). Profeticamente o salmista convoca a Igreja para cantar a Cristo, a rocha de salvação. Ele é o Senhor, Deus Forte e Rei Grande ( Sl 82:1 ; Sl 89:6 ; Jo 10:34 ).
Jesus Cristo é Deus desde a eternidade e como rei o seu trono esta firme desde sempre ( Sl 93:2 ). Como Deus havia dado aos homens o poder de dominar sobre a face da terra, para ter a preeminência em tudo, Jesus foi introduzido no mundo como o Unigênito de Deus e, ao ressurgir dentre os mortos, tornou-se o Primogênito entre muitos irmãos. A igreja é o corpo de Cristo, de modo que, como cabeça do corpo Ele tem a preeminência, é o Sublime entre sublimes "E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" ( Cl 1:18 ); "DEUS está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses (...) Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo" ( Sl 82:1 e 6).
Jeremias ao falar do Rei Grande, assim profetizou: “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” ( Jr 23:5 -6).
Quando o salmista convida: “Vinde, cantemos ao Senhor” (v. 1), é para que os salvos em Cristo se regozijem no Senhor que os estabeleceu por seu corpo.
Deus fez de dois povos a sua Igreja: judeus e gentios, são indivíduos de todas as tribos e línguas que o salmista convoca a regozijar na rocha da Salvação. Haverá um tempo em que Este mesmo Deus Grande fará que a casa de Israel se converta a Ele, o Deus Forte "Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó" ( Is 10:21 ).
Embora o povo de Judá outrora eram incrédulos, no tempo que se chama hoje foi-lhes dado uma nova oportunidade, Deus estabeleceu um novo e vivo caminho em que todos os homens, quer judeus ou gentios, podem ser conduzidos a Deus. Qualquer que olhar para Jesus e crer n’Ele conforme diz as Escrituras será salvo "Tu, ó Sião, que anuncias boas novas, sobe a um monte alto. Tu, ó Jerusalém, que anuncias boas novas, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus" ( Is 40:9 ).
O salmista enfatiza a grandeza de Cristo porque à Igreja foi revelado o rosto do Senhor que se escondia da casa de Israel"E esperarei ao SENHOR, que esconde o seu rosto da casa de Jacó, e a ele aguardarei" ( Is 8:17 ; Is 64:7 ). Cristo é a luz que resplandeceu nas trevas, e o povo que habitava a região das trevas viu uma grande luz em virtude de um menino que nasceu ( Is 9:2 ).
O convite para exultar é para o povo que considera que Cristo Jesus é o Senhor, o Deus Forte, o Rei Grande que se assentou a destra da Majestade nas alturas “DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” ( Sl 110:1 ; At 7:55 ).
Caso considerassem as Escrituras, membros do povo de Israel seriam aceitos pelo Senhor que está à mão direita de Deus, tornando-os membros do seu corpo.
O Senhor Jesus resplandeceu o seu rosto sobre todos os homens, tanto aos da casa de Israel quanto aos gentios, pois Ele foi dado como luz para os gentios "Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra" ( Is 49:6 ; Is 8:17 ).
O mesmo Deus que no Gênesis disse: - ‘Haja luz’, resplandeceu o seu rosto sobre a igreja (todos os homens), de modo que Ele é a Rocha de salvação para todos os que o invocar "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo"( 2Co 4:6 ); "Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos" ( Sl 80:3 ).
Quando Cristo tornou conhecida a glória de Deus, cumpriu-se a palavra que diz: "Eis-me aqui, com os filhos que me deu o SENHOR, por sinais e por maravilhas em Israel, da parte do SENHOR dos Exércitos, que habita no monte de Sião" ( Is 8:18 ; Hb 2:13 ), pois a igreja é composta de filhos de Deus ( Gl 3:26 -29).
O salmista demonstra no verso 5 que todas as coisas pertencem ao Senhor Jesus, demonstra que foi Ele quem fez os céus e a terra. Sobre a obra criativa de Cristo o escritor aos Hebreus deixou registrado: “... a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” ( Hb 1:1 -3).
O escritor aos Hebreus demonstra que o Salmo 45 também refere-se a Cristo: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros” ( Hb 1:8 -9 ; Sl 45:6 -7).
Em seguida, o escritor aos Hebreus enfatiza que Cristo criou os céus e a terra: “E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão” ( Hb 1:10 -12).
Portanto, concordando com as Escrituras que Cristo é o Senhor que fez o mar, Ele é o Senhor que com as suas mãos formou a terra seca “Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca” ( v. 5); "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo" ( 2Co 4:6 ).

6 Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou. 7 Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão.
O salmista repete o convite do verso 1: - “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos!”. A convocação solene é para que a Igreja adore prostrada perante Cristo.
Por que a convocação para se prostrar diante da rocha da salvação? Porque a rocha da salvação é o Filho de Davi que, além de criar todas coisas, criou a Igreja! ( Cl 1:16 -17; Jo 1:3 ; Fl 2:11 ; Sl 97:7 ; Hb 1:6 ).
Através de Abraão, Deus constituiu um povo para si, porém, quando provados diante do monte Sinai com trovões e relâmpagos, rejeitaram a palavra do Senhor ( Ex 20:18 ). Agora, o Senhor novamente se apresenta como Filho do Homem, o Verbo que se fez carne, e o povo que não suportou os relâmpagos e os trovões tropeçaram na Pedra eleita e preciosa, pois não conseguiam ver que Jesus de Nazaré era o Filho de Davi.
Mas, todos que n’Ele creem, quer sejam judeus ou gregos, são criados de novo na condição de ovelhas da suas mãos. Ele é o Sumo Pastor das ovelhas que criou para si.
Sabemos que o mundo, e tudo que nele há, foi criado por Cristo ( Jo 1:3 ). Foi Cristo quem disse: - Haja luz e criou o homem segundo a imagem que Ele havia de vir, de modo que Adão era só uma figura do Cristo homem ( Rm 5:14 ). 
Adão foi criado pela expressa imagem do Deus invisível – Cristo. Porém, a imagem que Adão recebeu foi a imagem do corpo que Cristo havia de vir ( Gn 1:27 ; Hb 1:3 ). Apesar de Adão ter sido criado por Cristo, se vendeu ao pecado estabelecendo uma barreira (pecado) que o impedia de adorar o seu Criador.
Cristo obrou maravilhosamente removendo a parede de separação, de modo que o salmista conclama a todos que foram criados de novo em verdadeira justiça e santidade, tornando-se filhos, herdeiros de Deus, ovelhas do seu aprisco, que adorem o seu Deus.
O motivo da adoração é patente: - “Ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão!”. A convocação do salmista é um convite solene para a igreja, ovelhas que ouviram o Bom Pastor, que disse: - "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas" ( Jo 10:11 ); "Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas" ( 1Pe 2:25 ).
Quando os salmos enfatizam que o Senhor é Deus, indica que Cristo é Deus e Senhor sobre os céus e a terra "Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto" ( Sl 100:3 );"Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores" ( Sl 79:13 ).

7 Se hoje ouvirdes a sua voz, 8 Não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto;
O salmista faz um alerta solene e apresenta um exemplo: - “Se hoje ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações, assim como na provação e como no dia da tentação no deserto”.
No alerta, o salmista profetiza diretamente a Israel demonstrando que haverá um dia em que será dada uma nova oportunidade de se achegarem a Deus, porém, esta nova oportunidade não era para um povo especifico, antes para indivíduos de todas as tribos e línguas. Os mesmos membros de Israel, que outrora rejeitaram a Deus, não estavam excluídos, se ouvissem a vos de Cristo. Portanto, não deveriam endurecer seus corações.
Como nação o povo de Israel foi provado e rejeitado mais uma vez, pois não aceitaram a Cristo por santuário quando Ele disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo" ( Jo 6:51 ). A Rocha de salvação tornou-se para ele em rocha de escândalo "Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém" ( Is 8:14 ).
9 Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra. 10 Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos. 11 A quem jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.
O salmista profetiza em nome do Senhor pelo Espírito Santo ( Hb 3:7 ), como se lê na carta aos Hebreus: “Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra. Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos. A quem jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso” (v. 9 -11; Hb 3:7 -11).
O escritor aos Hebreus explana estes versos do Salmo 95: “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação. Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés. Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes? E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade” ( Hb 3:12 -19).
Tudo o que foi escrito nas Escrituras nos foi dado por figura, sendo que a realidade encontra-se em Cristo "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" ( 1Co 10:4 ).
Tudo foi deixado para exemplo, para que os que são participantes de Cristo não se façam idólatras ( 1Co 10:7 ), promíscuos ( 1Co 10:8 ), desobedientes ( 1Co 10:9 ) e murmuradores ( 1Co 10:10 ).
O povo de Israel, por causa da incredulidade, não entrou no descanso que Deus havia preparado desde a fundação do mundo ( Hb 3:19 e 4:3 ).
As mesmas boas novas que foram anunciadas à Igreja, também foram anunciadas ao povo de Israel, porém, não creram ( Hb 4:2 e 6). Como foi anunciada as boas novas ao povo de Israel e não creram, muito tempo depois por intermédio do salmista Davi, Deus promete descanso ao dizer: - “Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações!”.
O povo de Israel tentou e provou a Deus e viu o que Ele realizou, porém, não se arrependeram dos seus maus caminhos. O período de peregrinação no deserto se sucedeu em função de não confiarem em Deus, de modo que Deus estabeleceu na sua ira que não entrariam no descanso prometido, de modo que todos morreram no deserto, exceto Calebe e Josué.
Como não confiaram em Deus como o crente Abraão, o povo errava por não compreender que herdaram um coração maligno de Adão ( Is 43:27 ). Como entraram por uma porta larga (Adão) e trilhavam um caminho que os conduzia à perdição, os filhos de Israel eram pecadores (errados de espírito). Para conhecer o caminho do Senhor, necessário era circuncidarem o coração incircunciso que herdaram de Adão.
Bastava confiarem em Deus conforme Davi que rogou a Deus dizendo: “Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” ( Sl 51:9 -10), que o Alto e o Sublime faria deles morada vivificando o coração e o espírito “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” ( Is 57:15 ).
Se confiassem em Cristo, Deus lhes daria um novo coração e um novo espírito e habitaria neles ( Is 57:15 ). Apesar de todas as ordenanças da lei ser figuras que apontam para Cristo como o descanso prometido, Israel rejeitou a Cristo: o descanso ( Cl 2:16 -17 ; Hb 10:1 ).
Mas, aqueles que creram, a Igreja de Cristo, entraram no descanso prometido e descansaram de todas as suas obras, judeus e gentios, como o Senhor das suas “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas” ( Hb 4:10 ).
Cruzar a Linha de Chegada
"Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo." (Hebreus 3:12)

Todos nós sabemos de situações, atividades e lugares que podemos ir e que tornam mais fácil para o diabo nos tentar. Mas agora que fomos libertos de seu poder, não queremos nos colocar em uma posição de vulnerabilidade novamente.

Por que estou dizendo isso? Porque acredito que estamos vivendo nos últimos dias. E um dos sinais proféticos que às vezes esquecemos é que, nos últimos dias, haverá uma grande apostasia, o que significa que as pessoas vão se afastar de Deus.

De acordo com 1 Timóteo 4:1: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios." Isto significa que nestes dias críticos em que estamos vivendo, o diabo está andando em volta como um leão que ruge e está à procura de pessoas que ele possa atacar (ver 1 Pedro 5: 8).

Mas o livro de Hebreus adverte sobre os perigos de se afastar espiritualmente. Hebreus 3:12 nos diz: "Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo "

Observe que esse versículo não está endereçado aos que não creem. Ao contrário, é um aviso para os cristãos.

A passagem continua: "Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama 'hoje', de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado, pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio."(versos 13-14).

Você entendeu isso? Você tornar-se-á "participante de Cristo", se for fiel até o fim.
Foto: Cruzar a Linha de Chegada
"Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo." (Hebreus 3:12)

Todos nós sabemos de situações, atividades e lugares que podemos ir e que tornam mais fácil para o diabo nos tentar. Mas agora que fomos libertos de seu poder, não queremos nos colocar em uma posição de vulnerabilidade novamente.

Por que estou dizendo isso? Porque acredito que estamos vivendo nos últimos dias. E um dos sinais proféticos que às vezes esquecemos é que, nos últimos dias, haverá uma grande apostasia, o que significa que as pessoas vão se afastar de Deus.

De acordo com 1 Timóteo 4:1: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios." Isto significa que nestes dias críticos em que estamos vivendo, o diabo está andando em volta como um leão que ruge e está à procura de pessoas que ele possa atacar (ver 1 Pedro 5: 8).

Mas o livro de Hebreus adverte sobre os perigos de se afastar espiritualmente. Hebreus 3:12 nos diz: "Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo "

Observe que esse versículo não está endereçado aos que não creem. Ao contrário, é um aviso para os cristãos.

A passagem continua: "Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama 'hoje', de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado, pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio."(versos 13-14).

Você entendeu isso? Você tornar-se-á "participante de Cristo", se for fiel até o fim.
Em outras palavras: você precisa cruzar a linha de chegada.
Link para o texto original

Irrepreensível para Cristo

Irrepreensíveis em Cristo

Irrepreensíveis em Cristo

Ao falar da 'irrepreensibilidade' alcançada em Cristo, o apóstolo Paulo quer destacar que a ação de Deus alcança o homem no todo (espírito, alma e corpo), e não por partes, como alguns consideram. Todos os versículos citados mantém integra a ideia geral. Nada falta aos cristãos (nenhum dom), a não ser aguardarem a revelação de Cristo no grande dia. Mas, é Cristo quem confirma a irrepreensibilidade dos que creem, e não as ações dos cristãos. Cristo há de confirmar a irrepreensibilidade dos cristãos, pois Deus é fiel ( 1Co 1:7 -8 ; 2Pe 1:3 ). 
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”
( 1Ts 5:23 )
Qual a ideia principal a ser destacada deste versículo? Os três elementos que, unidos, determinam a existência do homem (corpo, alma e espírito), ou algo que os cristãos receberam por estarem em Cristo?
Para entendermos plenamente a exposição de Paulo aos cristãos é necessário analisar o contexto no qual o versículo está inserido.
O apóstolo Paulo, antes de fazer a 'oração' acima, estipulou algumas determinações:
  • regozijai-vos sempre;
  • orai sem cessar;
  • em tudo daí graça;
  • não extingais o Espírito;
  • não desprezeis as profecias;
  • examinai tudo;
  • retende o bem;
  • abstende de toda espécie de mal; etc ( 1Ts 5:16 -22).
Após várias determinações, o apóstolo Paulo muda o contexto de recomendações para intercessão.
Desta breve oração pelos cristãos, extraímos os seguintes elementos do texto:
“E o mesmo Deus de paz...” - Ao fazer a breve intercessão confiado no Deus de Paz, Paulo faz referência a argumentação utilizada em versículos anteriores. O 'mesmo Deus de paz' é Aquele que não nos destinou para a ira, conforme ele escreveu no versículo 9 “Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós...” ( 1Ts 5:9 ).
Após demonstrar que Cristo morreu pelos cristãos para que vivessem juntamente com Ele, é que Paulo passa à exortação e determinações “Pelo que exortai-vos (...) edificai-vos (...) Agora vos rogamos (...) tratai...” ( 1Ts 5:11 -22).
Esta breve intercessão estabelece um vínculo entre dois contextos diferentes: um contexto de recomendações vinculado a outro, de oração a Deus.
“...vos santifique em tudo” - O mesmo Deus que destinou os cristãos à salvação por meio da morte de Cristo, é quem santifica o homem em tudo. Não é o cumprimento cabal das determinações que foram enumeradas anteriormente que levam o crente à santificação. O que santifica o homem em tudo é o mesmo Deus de paz.
“e todo o vosso espírito, alma e corpo...” - Quando o apóstolo faz referência aos componentes imateriais (espírito e alma) e materiais do homem (corpo), ele não pretendia separá-los ou demonstrar que estes elementos devam ser considerados dissociados quando da santificação. Antes, ele quer tornar claro que a providência de Deus em santificar engloba o homem como um todo. Em momento algum Paulo quer demonstrar que os elementos que compõe o homem devem ser analisados em separado.

Como é possível chegar a conclusão acima? Simples! Basta fazer uma comparação de argumentos entre as outras cartas de Paulo. Observe:
“De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor" ( 1Co 1:7 -8).
“Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus” ( Fl 1:10 -11).
“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá. A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém” ( 1Pe 5:10 -11).
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também fará” ( 1Ts 5:23 -24).
Estes quatro versículos foram selecionados por tratarem de um mesmo assunto: o zelo de Deus por aqueles que foram alcançados por Cristo.
É certo que ao falar da irrepreensibilidade alcançada em Cristo, Paulo quer destacar que a ação de Deus alcança o homem no todo (espírito, alma e corpo), e não por partes, como alguns consideram. Todos os versículos citados mantém integra a ideia geral.
Nada falta aos cristãos (nenhum dom), a não ser aguardarem a revelação de Cristo no grande dia. Mas, é Cristo quem confirma a irrepreensibilidade dos que crêem, e não as ações dos cristãos. Cristo há de confirmar a irrepreensibilidade dos cristãos, pois Deus é fiel ( 1Co 1:7 -8 ; 2Pe 1:3 ).
O que produzimos (frutos de justiça), vem por meio de Cristo, e o que resta ao cristão é somente aprovar as coisas excelentes ( Fl 1:10 -11).
É Deus quem aperfeiçoa, confirma, fortifica e fortalece o cristão, visto que, é Ele quem chama a eterna glória.
Em todos estes textos os apóstolos não faz referência aos elementos constitutivos do homem, mas ao homem como um todo.
O elemento principal do versículo vem a seguir:
“...sejam plenamente conservados irrepreensíveis...” – a preocupação do apóstolo Paulo era com a conservação de algo que os irmãos já haviam recebido: a irrepreensibilidade.
Este versículo não se constitui num mandamento, como os anteriores: 'sejam irrepreensíveis', antes é uma intercessão ao Deus de paz.
O apóstolo intercede a Deus para que tudo que houvessem adquirido (alcançado) não fosse perdido pelos cristãos, e aponta a fidelidade de Deus como garantia para a manutenção das bênçãos já adquiridas “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. Deus havia convocado os cristãos de Tessalônica e os manteria irrepreensíveis até a vinda de Cristo.
Este versículo apresenta um dos aspectos concernente ao resultado do novo nascimento, e por isso mesmo é enfático quanto ao “todo”.
O ‘todo’ refere-se ao homem como indivíduo. Aqui, especificamente, refere-se aos cristãos tessalonicenses, e nenhum destes elementos: corpo, alma e espírito são considerados em separado quando se refere ao homem.
O texto demonstra que o homem é constituído de três elementos, e não dividido em três partes. Também demonstra que na vinda de Cristo o homem tem que ser encontrado integro, irrepreensível.
Observe que o ser irrepreensível não é produto de uma luta incessante do homem. A irrepreensibilidade do cristão é resultado da obra de Deus “... o qual também o fará” ( 1Ts 5:24 ). Deus é o 'garantidor' da condição recebida, e também aponta para o que Ele fez anteriormente, a irrepreensibilidade. 
É Deus quem faz o homem nascer de novo em Cristo irrepreensível e é poderoso para manter esta condição até o fim. Deus é Deus de paz, ou seja, o homem pode descansar nele, visto que, tudo o que fizer estando em Cristo (servo da justiça), pertence por direito ao seu Senhor.
O tema acima é confirmado com estes versículos:
“... o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados...” ( 1Co 1:8 );
“E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente..., para que sejais sinceros, e inculpáveis até o dia de Cristo...” ( Fl 1:10 ).
Nestas referências, o apóstolo Paulo apresenta o mesmo tema aos irmãos de Corinto e de Filipenses. Em momento algum ele faz referencia a uma divisão entre corpo, alma e espírito. A referência que Paulo fez as partes constitutivas do homem foi no intuito de que as partes representassem o todo.
Observe que ao escrever a outras igrejas Paulo não se referiu aos irmãos pelas partes constitutivas, mas pelo todo.
Por não entenderem plenamente o que expõe os versículos a cima, muitos acabam levantando várias questões como as descritas abaixo que não está em sintonia plena e clara com os princípios bíblicos.
Não há que se considerar de suma importância saber ou entender as distinções ou classificações com relação aos componentes imateriais do homem. Por que? Não é o entendimento que se tem a respeito da alma e do espírito do homem que nos tornará espirituais; não é a falta deste conhecimento que nós torna carnais.
Todo entendimento ou compreensão da vida espiritual é dado por Deus por meio de Cristo. O que afeta a vida espiritual é a falta de fé e não a compreensão que temos a respeito do que é alma e espírito. Basta nascermos de Deus por meio do evangelho de Cristo que nos tornamos espirituais, visto que o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não se pode considerar que para entender ou ter vida espiritual é necessário fazer distinção entre alma e espírito; que há aspectos pertinentes a alma e aspectos pertinentes ao espírito do homem que, se não entendermos estarão fadados a pender a ‘espiritualidade’ ora para a alma, ou ora para a carne. Que para sermos espirituais devemos estar voltados para o nosso espírito; que para se alcançar a ‘espiritualidade’ ou ser espiritual é necessário separar os elementos que Deus uniu para compor o homem e seguirmos intuitivamente as determinações do ‘espírito’ que está no homem interior, com o propósito de não andarmos no desejo da carne.
Não há e não é possível buscar quais são as funções que desempenham a alma e o espírito; não se busca o que é espiritual, pois a bíblia não nos dá este parâmetro. A bíblia nos diz o que é ser carnal e o que é ser espiritual, e isto tem a ver com a natureza do homem, e não com a sua própria busca por espiritualidade.
Não é a busca do homem pelo espiritual que o torna espiritual, mas sim o nascer de Deus. Se crermos que Jesus Cristo nos purifica de todo pecado, recebemos poder para sermos feitos filhos de Deus, e então nos tornamos espirituais.